mundo

Sinta-se em casa...

"Que o tempo leve apenas o necessário e me traga o suficiente!"

Lua

Lua
Lua e suas fases...

domingo, fevereiro 28, 2010

Mudanças que não fazemos


Mudanças que não fazemos no momento certo se transformam em dolorosas provas.
São situações que nós mesmos criamos, com o medo de assumir aquilo que já sabemos, de terminar o que já terminou, de enterrar quem já morreu, de encerrar ciclos.
Para piorar, por vezes somos terroristas de nós mesmos, fazendo cada “tempestade em meio a garoa fina”.

Nós nos boicotamos, fazemos papel de coitadinhos.
E se houver uma oportunidade, seremos as vítimas perfeitas.
Quem não gosta de ser consolado, confortado, receber “paparicos”?
Só tem um problema:- A vida não olha para os nossos problemas, nem se compadece das nossas dores.

A vida simplesmente segue a sua trajetória, vai movimentando forças e atropelando indecisões.
Ainda bem que é assim, pois quando percebemos, lá estamos resolvendo o velho problema, e por fim percebemos que nem doeu tanto assim.
Vai!

Se a vida te cobra uma mudança, comece pelo começo, um bom pensamento, um pequeno gesto, uma atitude.
A estrada parece longa, mas depois dos primeiros passos, ela vai ficando cada vez mais curta, mais conhecida, e a sua estrada da vida, cada vez mais florida, ainda que de vez em quando, os espinhos venham alertar, que nem tudo são flores, mas pode ter cor, sabore muito, muito amor.
Mude!
Eu acredito em você
Paulo Roberto Gaefke

Amei o texto acima, e estou fazendo minhas mudanças, simples assim. rsrs



segunda-feira, fevereiro 15, 2010

As máscaras sempre caem.


Depois de 30 dias reconheço que a máscara caiu.


Não, não foi a minha máscara.


O que torna a coisa pior pra mim.

Nos primeiros dias senti um turbilhão de sentimentos... culpa, preocupação, medo, na verdade o que eu queria era só um retorno, queria ter a certeza de que estava tudo bem e que o sentimento de culpa não tinha sentido, que eu não fui culpada de nada.

Também queria saber que era de alguma forma importante na vida de determinada pessoa.

Afinal o que é ser importante na vida de alguém??

Existem certos relacionamentos que nunca deveriam sequer ter começado, mas isso é outro assunto.

Uso este espaço pra registrar minha frustração, não com determinada pessoa, a frustração é comigo mesma.

Quem mandou eu "siachar"?

Quem mandou eu voltar a sonhar??

Quem mandou eu sair da clausura que tão bem me fazia e dar asas a minha imaginação?

Quem??

Quem??

Hoje sei que não devo culpar ninguém...

Se saí da tal clausura foi culpa exclusiva minha, portanto não posso culpar ninguém.

E outra quem mandou eu derrubar as sólidas paredes que eu tinha erguido?

Quem mandou que eu saísse da minha fiel e dileta solidão?

Nunca é tarde pra aprender alguma coisa, embora com dor reconheço que aprendi que o convívio comigo mesma ainda é o melhor.

Que não posso esperar nada de ninguém, aí entra família, filhos, ex-marido, amigos, colegas, conhecidos, e...amigos virtuais.

Sim, amigos virtuais, afinal quando entram na nossa vida deixam de alguma maneira sua marca.

Se tenho algo a lamentar??

Eu acho que sim.

Sempre procurei ajudar as pessoas a resolverem seus problemas, tentando aliviar suas frustrações, dando sempre uma palavra de animo, tentando de alguma forma ser útil.

De repente do nada, eis que surgiu na minha vida uma pessoa que fez o papel de advogado do diabo,[ou seria o próprio?] me fez ser eu mesma, me fez enxergar coisas que eu não me permitia, me fez derrubar muros, paredes, me fez sair da clausura na qual estava acomodada fazia já 10 longos anos.

Na verdade me fez fazer as pazes com o meu coração.

Fez voltar o brilho aos meus olhos.

Pena que durou muito pouco este brilho...

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Nada e nem ninguém é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Hoje reconheço que estava habituada com determinada pessoa.

Sabe quando depois de um tempo você se sente ridícula?

É assim que estou me sentido, sabe pq?

Acabei descobrindo que;

"Às vezes construímos pequenos sonhos em cima de grandes pessoas, com o passar do tempo descobri que grandes mesmo eram os meus sonhos e a pessoa pequena de mais."

Simples assim...

Tem gente que está preparado pra amadurecer...

Tem gente que precisará de muito tempo...

Muitas vidas...

Estou tentando...

Tentando de alguma forma reconhecer quando erro...

Tenho caráter de reconhecer e aceitar diferenças da "ALMA".

Não sou perfeita, mas tenho muito medo de ferir um coração, nunca se sabe se estou dentro dele.


"Roubastes meu sono, meu tempo.

Roubastes meu coração, sem permissão.

Roubastes a minha paz, sobre o meu próprio eu.

Roubastes o meu chão, minhas verdades,

E deixaste meu corpo, completamente nu, Sem sentimentos.

Roubastes a minha vida! Por que ?"

Claudio R Pereira






quarta-feira, dezembro 02, 2009

Sempre é preciso saber!

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa , nada e nem ninguém é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ela veja quem tu és.. E lembra-te:Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão....... e tudo que se vai, se vai para outra coisa tomar o seu lugar, só é preciso aceitar!!!

sexta-feira, setembro 18, 2009

SOLIDÃO


Perceber que você está se sentindo só é muito importante para o seu crescimento.

Utilize desse sentimento como uma alavanca para assumir plenamente a sua vida, para agir a partir de si, fortalecer a sua base e seguir em frente, manifestando a sua própria força dentro dos seus objetivos.
Tenha a sua própria companhia, dê atenção, escute, e acolha aquilo que você é e manifesta.

Seja o seu melhor amigo.(a)

A partir de então, você perceberá que a solidão deixará de existir naturalmente.
"Você não pode estar só, se gostar da pessoa com quem fica quando está sozinho."
Vencer os outros
não chega a seruma grande vitória.
Vitorioso é aquele que consegue vencer a si mesmo
combatendo seus vícios
e controlando suas paixões.
A vitória sobre nós mesmos
é muito mais difícil.
Ela requer mais coragem
mais disciplina
e mais decisão.
Se você
não conseguir na primeira vez
tente de novo.
O simples fato de tentar de novo
já será sua primeira vitória.
Te desejo um Dia de Vitória !

Conto de fadas da mulher moderna


Conto de Fadas para Mulheres Modernas

Era uma vez, numa terra muito distante,

uma linda princesa,

independente e cheia de auto estima que,

enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas,

se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.

Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa.

Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.

A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:

'Nem fo-den-do!'.

(Luís Fernando V)
P.s-Pensa se eu ri quando li o texto, pensa... hahaha

quinta-feira, setembro 17, 2009

Escrava da Alegria.


E eu que andava nessa escuridão
De repente foi me acontecer
Me roubou o sono e a solidão
Me mostrou o que eu temia ver
Sem pedir licença nem perdão
Veio louca pra me enlouquecer!!
Vou dormir querendo despertar
Pra depois de novo conviver
Com essa luz que veio me habitar
Com esse fogo que me faz arder
Me dá medo e vem me encorajar
Fatalmente me fará sofrer
Ando escravo da alegria
E hoje em dia, minha gente, isso não é normal
Se o amor é fantasia
Eu me encontro ultimamente em pleno carnaval!!!
Composição: Mutinho e Toquinho
Interpretada por Toquinho e o gde Vinícius, saudades eternas!

quarta-feira, setembro 16, 2009




Saudade dói
Miguel Falabella

Trancar o dedo numa porta dói.

Bater com o queixo no chão dói.Torcer o tornozelo dói.

Um tapa, um soco, um pontapé, doem.

Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.

Saudade de uma cachoeira da infância.

Saudade de um filho que estuda fora.

Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.

Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.

Saudade de uma cidade.

Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem essas saudades todas

.Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.

Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.

Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.

Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga.

Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.

Não saber se ela ainda usa aquela saia.

Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.

Não saber se ela tem comido bem por causa daquela maniade estar sempre ocupada;se ele tem assistido às aulas de inglês,

se aprendeu a entrar na Internete encontrar a página do Diário Oficial;

se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;

se ele continua preferindo Malzebier;

se ela continua preferindo suco;se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;

se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;

se ele continua cantando tão bem;

se ela continua detestando o MC Donald's;

se ele continua amando;

se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;

não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;

não saber como frear as lágrimas diante de uma música;

não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...

É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

ACREDITO


"ACREDITO"

Acredito no amor

mesmo que doa

mesmo que à toa

Ainda assim.

Valendo a pena

Ou não

Eu acredito

Eu insisto em vão.

O amor é simples

sentir é complicado.

O amor é...a verdade do que não se possui

a mentira que foi-nos doada

o tapa que atingiu em palavras

Meras palavras que eram nada,nada.

Amar é simples

fingir é que não.

O que se disse

O que não se quis dizer

O que se vê

O que não se quer ver

Acredito no amor mesmo à toa

Eu insisto.

mesmo que doa

Ainda assim...

Antes,

durante

Tempos após...

Eu acredito sim

Mas em nós????

Não sei.

Só dúvidas.
Quem sabe... só a morte dirá!

terça-feira, setembro 15, 2009

"Faça sua ausência ser suficientemente forte para que alguém sinta sua falta...Mas, cuide para que essa ausência não se torne longa, ao ponto de esse alguém descobrir que pode viver sem você"

Da chegada do AMOR!

Da chegada do amor
Elisa Lucinda
Sempre quis um amor que falasse que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse.
Que quando dormisse ressonasse confiança no sopro do sono e trouxesse beijo no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice entre menino e senhor uma cachorrice onde tanto pudesse a sem-vergonhice do macho quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo BOM DIA! morasse na eternidade de encadear os tempos: passado presente futuro coisa da mesma embocadura sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas cuja rede complexa do pano de fundo dos seres não assustasse.
Sempre quis um amor que não se incomodasse quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor que não se chateasse diante das diferenças.
Agora, diante da encomenda metade de mim rasga afoita o embrulho e a outra metade é o futuro de saber o segredo que enrola o laço, é observar o desenho do invólucro e compará-lo com a calma da alma o seu conteúdo.
Contudo sempre quis um amor que me coubesse futuro e me alternasse em menina e adulto que ora eu fosse o fácil, o sério e ora um doce mistério que ora eu fosse medo-asneira e ora eu fosse brincadeira ultra-sonografia do furor, sempre quis um amor que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor que acontecesse sem esforço sem medo da inspiração por ele acabar. Sempre quis um amor de abafar, (não o caso) mas cuja demora de ocaso estivesse imensamente nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor com definição de quero sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não à constituição dos séculos que diz que o "garantido" amor é a sua negação. Sempre quis um amor que gozasse e que pouco antes de chegar a esse céu se anunciasse.
Sempre quis um amor que vivesse a felicidade sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse!!!
P.S- Acho que EU ainda quero!

Tem vez que cansa.
Cansam portas fechadas, chaves que não abrem as portas fechadas, a angústia por ainda não se saber como abri-las.
A vontade que tece o seu ninho nos galhos mais verdejantes e passa tempos chocando ovos que parecem que não vão mais se romper.
A espera pelo voo das borboletas que demoram crisálidas para se desvencilhar dos casulos.
O re
petido surgimento do não quando a vida da gente prepara incansáveis banquetes de boas-vindas para o sim.
O quase que se prolonga tanto que causa a impressão de ser interminável.
E, à espreita, sempre acompanhando os movimentos da nossa coragem, à distância, a perigosa perspectiva do nunca, aguardando cada brecha criada pelo cansaço para tentar nos dissuadir dos nossos propósitos.
Tem vez que cansa, sim.
E parece que somos incapazes de mais um único passo fora do território do nosso cansaço.
O ânimo desaparece sem deixar vestígios, pegadas na areia que nos levem até onde as suas águas refluem.
Sabemos que ele permanece lá, em algum lugar que temporariamente não acessamos, como o sol por trás de nuvens que querem chover mas não conseguem.
Sabemos que ele está lá e que precisa apenas de um tempo para se recompor.
Para soprar as nuvens e voltar à cena.
Para retomar o caminho com a gente.
Para nos lembrar outra vez, depois de outras tantas, que, aconteça o que acontecer, sob hipótese alguma queremos desistir do que nos importa.
Tem vez que cansa.
Não há nada que possamos nos dizer que revitalize, de imediato, a crença na nossa capacidade de transformação.
Sequer conseguimos ouvir a nós mesmos, a comunicação é interrompida pelos ruídos momentâneos da negatividade.
Aquela conversa fiada mental que não nos leva a nenhum lugar bacana, o olhar estreito que não vê coisa alguma além do nosso próprio desânimo.
Esse cansaço às vezes é acompanhado por uma tristeza muito doída, que pede o nosso melhor abraço; outras, por uma raiva que pode se fantasiar com um monte de disfarces.
Quando a gente se cansa em demasia, o coração não canta, as cores desbotam, o tempo se arrasta pelos dias como se estivesse preso a imensas bolas de ferro.
Tem vez que a vida da gente cansa.
Pele sem viço, olhos sem lume, pés doloridos, os ombros exaustos pelo peso que carregamos. Cansa e senta um pouco para descansar, respirar grande, recobrar o fôlego.
Cansa e procura sombras de árvores, banhos de silêncio, acalantos capazes de fazer os medos dormirem.
A vida da gente cansa, sim, vez ou outra.
Quando acontece, o melhor a fazer é ouvir-lhe as razões com o coração.
Permitir-lhe o cansaço e uma pausa pra repouso.
Trocar os lençóis, suavizar a luz, massagear-lhe as costas, e lhe dizer mais ou menos assim: descansa um pouco, minha vida. Descansa. Depois, fica aqui inteira comigo, de novo.
Vem regar as sementes que ainda vão florescer!
(desconheço a autoria)

MUDANÇAS



Hoje eu vou mudar.

Vasculhar minhas gavetas.

Jogar fora sentimentos.

E ressentimentos tolos...
Fazer limpeza no armário.

Retirar traças e teias.

E angústias da minha mente...

Parar de sofrer...

Por coisas tão pequeninas.

Deixar de ser menina.

Prá ser mulher...
Hoje eu vou mudar.

Por na balança a coragem.

Me entregar no que acredito.

Prá ser o que sou sem medo.

Dançar e cantar por hábito.

E não ter cantos escuros.

Prá guardar os meus segredos.

Parar de dizer:"Não tenho tempo prá vida"

Que grita dentro de mim.

Me libertar!...
"-Hoje eu vou mudar.

Sair de dentro de mim.

Não usar somente o coração.

Parar de contar os fracassos.

Soltar os laços.

E prender as amarras da razão.

Voar livre.

Com todos os meus defeitos.

Prá que eu possa libertar.

Os meus direitos.

E não cobrar dessa vida.

Nem rumos e nem decisões.

Hoje eu preciso e vou mudar.

Dividir no tempo.

E somar no vento.

Todas as coisas.

Que um dia sonhei conquistar.

Porque sou mulher...

Como qualquer uma...

Com dúvidas e soluções...

Com erros e acertos...

Amores e desamores...

Suave como a gaivota...

E ferina como a leoa...

Tranqüila e pacificadora...

Mas ao mesmo tempo...

Irreverente e revolucionária...

Feliz e infeliz...

Realista e sonhadora!

Submissa por condição.

Mas independente por opinião!!!

Porque sou mulher.

Com todas as incoerências.

Que fazem de nós.

"O forte sexo fraco"
Eu preciso mudar!

Eu preciso!

Eu preciso mudarrrrrr.
Composição: Vanusa e Sérgio Sá


A Lucidez Perigosa
Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar?

Assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.

Além do que: que faço dessa lucidez?

Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano - já me aconteceu antes. Pois sei que - em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade - essa clareza de realidade é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém. (Clarice Lispector)

'Tenho uma amiga que quando percebe que eu estou triste costuma me perguntar quem roubou a minha caixa de lápis de cor. Tem vez que nem pergunta, apenas comenta: "poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta!" A tristeza afrouxa um pouco, por mais que eu esteja chateada. Primeiro, porque é muito bom a gente se sentir olhado com carinho. Depois, porque essa expressão tem uma inocência capaz de fazer gente grande tocar em coisas sérias sem ficar com medo de queimar a mão.
De vez em quando, ao ouvir a pergunta, acontece de uma lágrima ou outra escapulir, efeitos que alguns sentimento dão... desaguar, chorar... quando o coração fica apertado. Mas, algumas vezes, quando eu choro diante dessa indagação não é pelas cores que não encontro na caixa nem por lembrar de quem supostamente as roubou. Choro por perceber que ainda dou aos outros o poder de roubá-las. Por notar que, no fim das contas, quem rouba os meus lápis de cor preferidos sou eu.' ( desconheço o autor)

segunda-feira, setembro 14, 2009

A lenda da serpente e do vagalume

A lenda da serpente
Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.
Este, fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse a serpente:-

Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente a ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar...

Moral da história:
Têm pessoas que se dizem seu(a) amigo(a), mas o que eles querem mesmo é acabar com o seu(a) sucesso.

domingo, setembro 13, 2009






" Dos relacionamentos que vc já teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente vc foi modificado para melhor?
Será que vc é a lembrança doída na vida de alguém? Será que vc já construiu cativeiros?
Ou será que já viveu em algum?
Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar situações e as pessoas certas?
Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa, pois as perguntas são pontes que nos favorecem travessias."

sexta-feira, julho 03, 2009

esquecer...

*...Amar enquanto puder, esquecer quando for preciso e lutar somente por aquilo que vale a pena possuir...As pessoas mudam, os sentimentos acabam e o coração faz novas escolhas...*

segunda-feira, abril 27, 2009

Vida
Não coma a vida com garfo e faca. Lambuze-se!
Muita gente guarda a vida para o futuro.
Mesmo que a vida esteja na geladeira se você não a viver, ela se deteriorará.
É por isso que tantas pessoas se sentem emboloradas na meia-idade. Elas guardam a vida não se entregam ao amor, ao trabalho, não ousam não vão em frente. Não deixe sua vida ficar muito séria saboreie tudo o que conseguir: as derrotas e as vitórias, a força do amanhecer e a poesia do anoitecer.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz você precisa aprender a gostar de si, a cuidar de si e principalmente a gostar de quem também gosta de você.

quarta-feira, novembro 19, 2008


Pérolas são produtos da dor; Resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.
As pérolas são feridas curadas.
Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada NÁCAR. Quando um grão de areia a penetra, as células do NÁCAR começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola vai se formando.
Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...
Você já se sentiu ferido pelas rudes de alguém?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?
Você já sofreu os duros golpes do preconceito?
Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola!!!
Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento.
A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas östras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas, porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.
Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, fala mais que mil palavras.(desconheço o autor!)

quinta-feira, julho 10, 2008

Pretê-pedalinho!!!

Era uma vez uma cisne negra,chamada PETRA,que nadava tranqüilamente no zoológico de Munique na Alemanha.Tava lá,tranquilona,quando os administradores do lugar resolveram botar um pedalinho(na tradicional forma de cisne) no lago,para os alemães passearem.Foi então que Petra se APAIXONOU pelo pedalinho!Sim a pobre cisne,assim como o patinho feio,não descolava nenhum pretê cisne.Daí,quando viu o pedalinho caiu de amores.Nem percebeu que ele não era real.Assim como a gente faz de vez em quando na nossa vida amorosa.Ficamos fantasiando que aquele pretê é muito Incrível,que manda bem em várias coisas,quando,na verdade,ele pode ser quase um PEDALINHO!!E só existe na nossa imaginação.Voltando a Petra,os administradores do parque e o próprio diretor resolveram confiscar o pedalinho,levá-lo para outro lugar,para ver se a cisne esquecia desse amor impossível.E eis que um dia de inverno,depois de várias tentativas de separar os cisnes,Petra mudou de idéia.E resolveu se apaixonar por outro cisne,de carne e osso só não sei a cor da plumagem.E qual a conclusão da parábola?:tem vezes que agente está apaixonada por um pretê-pedalinho e de nada adianta nossas amigas falarem,rezarem,ou nos arrastarem para baladas.Por mais roubada que ele seja,continuamos lá,cegas pela imponência das plumagens brancas.Mas daí,um dia,acordamos com um outro humor,e,sim,arranjamos outro alguém.Por isso,quando tudo der errado,lembrem-se da cisne Petra.E que pedalinho só serve prá dar uma voltinha.

Datas!!


datas sempre mexeram comigo,seja ela qual for,vale minha atenção.Páscoas,natais,carnavais,dia das mães,eu tiro tudo de letra,se não quero compartilhar(NUNCA QUERO!)saio de fininho,mais se tratando do meu ANIVERSÁRIO,eu perco a força prá fazer isto.Acho realmente uma data esquisita,se morremos um pouco a cada dia desde que nascemos,na verdade no dia do nosso niver estamos comemorando não um dia á mais e sim um á menos em nossa vida.Mais seja como for é a única data que realmente gosto de lembrar.Eu não sei direito o que pensar neste dia.(como se eu soubesse o que pensar nos outros!)Sempre quando dá meia noite ou seja na virada do dia 18 prá 19 de junho o ritual de sempre,meu telefone toca e a mesma pessoa dos últimos 20 anos me deseja feliz aniversário,é sempre a 1ª pessoa e faz questão disto.Querem saber?!?Eu fico esperando o telefone tocar.Eu gosto que lembrem de mim,aliássss quem não gosta?!?Uso o dia do meu aniversário como bússula,é neste dia que sinto a importância que tenho(ou não!) na vida das outras pessoas.É neste dia que sei quem sou,ou o que significo.
Se gosto de presentes?!?
É claro que simmmmmmmmmmmmm!
Quem não gosta?!?
Embora eu admita sou pésssima,não dou dicas do que quero,não tenho por hábito pedir,lembrar alguns dias antes que meu aniversário está se aproximando,mais confesso eu ESPERO sim atenção,as demonstrações de carinho neste dia tem um peso ENORME.
Este ano muita coisa aconteceu.
Se tive decepções?!?
SIM!
SIM!
Quem não as tem?
De quem?!?
Que diferença faz?
Usarei aqui uma das minhas famosas frases de reflexão:
"AS VEZES CONSTRUÍMOS PEQUENOS SONHOS EM CIMA DE GRANDES PESSOAS,MAS COM O PASSAR DO TEMPO PERCEBEMOS QUE GRANDES MESMOS ERAM OS SONHOS E AS PESSOAS?PEQUENAS DEMAIS PARA ELES!"
Neste ano alguns grandes sonhos desmoronaram,as pessoas que estavam dentro destes sonhos não passavam de anãs,não em estatura física,mais em estatura espiritual.Enxerguei como estou rodeada de pessoas egoístas,doeu enxergar isto.
Aprendi muito.isto é o que conta,acredito que isto m ajudou a discernir um pouco e parar de endeusar determinadas pessoas.
Ainda não sei direito o que pensar de algumas atitudes quase de descaso depois deste meu niver,e não é a idade acrescida que me deixou sem saber como agir,acho que na verdade foi a atenção que recebi e porque não admitir a que NÃO recebi também.
Sou confusa?
Sou bicho do mato?
Sou lunática?
Anhan eu concordo,mais penso que tudo na vida tem que ser como um espelho,tem que ter reflexo.
Enfim que seja,já passou.
Se comemorarei meu aniversário ano que vem?
É claro que sim!
Afinal como disse no início é a única data que realmente faço questãode lembrar e SER LEMBRADA!!!!!!
(Lua retornando cheia de fases...como sempre.10/07/08------->12:11 hr

segunda-feira, maio 12, 2008


Desabafo de uma mulher moderna!
São 6 hr,o despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.Estou tão cansada...não queria trabalhar hoje.Quero ficar em casa,cozinhando,ouvindo música,cantarolando,até.Navegando na NET.Se tivesse cachorro,passeando pelas redondezas.Aquário?!?Olhando os peixinhos nadarem.Espaço?!?Fazendo alongamento.Leite condensado?!?Brigadeiro e comeria na panela mesmo...
Tudo menos sair da cama,engatar uma primeira e colocar o cérebro prá funcionar.Gostaria de saber quem foi a "MENTECAPTA",a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos,à mulher e por que ela fez isso conosco que nascemos depois dela.Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós,elas pssavam o dia a bordar,trocar receitas com as amigas,ensinando-se mutuamente segredos de molhos,temperos,de remédios caseiros,lendo bons livros das bibliotecas,decorando a casa,podando árvores,plantando flores,colhendo legumes da horta,educando as crianças,frequentando saraus,a vida era um grande curso de artesanato,medicina alternativa e culinária.
Aí vem uma "fulaninha" qualquer,que não gostava de sutiã nem tampouco de espartilho,e contamina várias outras rebeldes inconsequentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço".
Que "ESPAÇO?" minha filha?!?
Você tinha a casa inteira,o bairro todo,o mundo a seus pés.
Detinha o domínio completo sobre os homens,eles dependiam de você prá comer,vestir,e se exibir para os amigos,que raio de direitos requerer?!?
Agora eles estão aí,todos confusos,não sabe mais que papéis desempenhar na sociedade,fugindo de nós como o diabo foge da cruz.
essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres,isso sim.E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.
Antigamente os casamentos duravam para sempre,tripla jornarda era coisa do Bernard do vôlei e olha lá,porque naquela época não existia o Bernard do vôlei.
Por que,me digam um sexo que tinha tudo do bom e do melhor,que só precisava ser frágil,foi se meter a competir com o macharedo?!?
Olha o tamanho do bíceps deles,e olha o tamanho do nosso.
Tava na cara que isso não ia dar certo!!!
Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova,maquiar,passar hidratantes,escolher que roupas vestir,e que sapatos e acessórios usar...
Que perfume combina com meu humor,nem de ter que sair correndo.
Ficar engarrafada,correr risco de ser assaltada,de morrer atropelada,passar o dia reta na frente do computador,resolvendo problemas.
Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma,sem estrias,depiladas,sorridentes,cheirosas,unhas feitas,sem falar no currículum impecável.(Afffffffffffffffff!!!)
Viramos super mulheres,continuamos a ganhar menos do que eles,lavar,passar,cozinhar e cuidar dos filhos da mesma forma.E ainda temos que dividir as despesas de casa.(Lógico,você queriam o que?!?)
Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?
CHEGA!!!!!!!!!!!!!
Eu quero alguém que pague as minhas contas,abra a porta para eu passar,puxe a cadeira para eu sentar,me mande flores com cartões cheios de poesia,faça serenatas na minha janela,(ai MEU DEUS,já são 06h30,tenho que levantar!),e tem mais,que chegue do trabalho,sente no meu sofá,e diga,"meu bem,me traz um café por favor?!"
Descobri que nasci prá servir.
Vocês pensam que eu tô ironizando?!?
Tô falando SÉRIOOOOOOOO!!!!
Estou abdicando do meu posto de mulher moderna...
Alguém se habilita?!?
DEixe seu recado. ;)

A Complexidade da Morte

Dissertar sobre a morte é uma tarefa difícil, tendo em vista, a análise de uma realidade irreversível inerente ao mundo dos vivos. A morte sempre chega de surpresa, até mesmo quando o indivíduo encontra-se em estado de saúde delicado, mas, continua lutando pela vida e, de outro lado, a família, bem como os amigos, esperançosos por sua possível recuperação.
No universo racional dos homens, pode-se afirmar que a única certeza da vida é a morte, no entanto, a grande maioria dos homens a temem, e se pudessem adiariam-na convictos.
Para um estudo mais aprofundado sobre o tema da morte, a pretensão das linhas seguintes, é tirar proveito da noosfera responsável pelo pensamento de um dos autores mais destacados do século XX, trata-se de Edgar Morin, o criador da teoria da Complexidade.
Morin revela a complexidade não como a chave do mundo, mas o desafio a enfrentar as questões que atormentam o homem no mundo, haja vista, a dificuldade do mesmo em encarar a realidade da vida.
A definição da Complexidade é:
A Complexidade é um tecido de constituintes heterogêneos inseparavelmente associados: coloca o paradoxo do uno e do múltiplo. A complexidade é efetivamente o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem o nosso mundo fenomenal. Mas então a complexidade, apresenta-se com os traços inquietantes da confusão, do inextricável, da desordem, da ambigüidade, da incerteza... Daí a necessidade, para o conhecimento, de pôr em ordem nos fenômenos ao rejeitar a desordem, de afastar o incerto, isto é, de selecionar os elementos de ordem e de certeza, de retirar a ambigüidade, de clarificar, de distinguir, de hierarquizar... (MORIN,2001:20).
E a morte? Na terminologia do léxico significa: o fim da vida, fim, grande pesar. (HOUAISS,2001:303).
Para o autor do complexo, a morte pode ser entendida como objetividade da subjetividade da objetividade. O que quer dizer?
· A objetividade, devemos entendê-la como a tradução do momento em que o indivíduo recebe a notícia da morte, é o impacto;
· A subjetividade, representa a inaceitabilidade do fato, a sua incompreensão;
· A objetividade da subjetividade, é a consciência da irreversibilidade da morte, da sua concretude e sua possível aceitação.
O horror da morte é a emoção, o sentimento ou a consciência da perda de sua individualidade. Emoção-choque, de dor, de terror ou horror. Sentimento que é de uma ruptura, de um mal, de um desastre, isto é, sentimento traumático. Consciência, enfim, de um vazio, de um nada, que se abre onde havia plenitude individual, ou seja, consciência traumática. (MORIN,1997:33).
Mas será que a morte é um fim em si mesma? A morte é cruel, fria, não cede espaço para qualquer tentativa de dialogia, representa um mistério e, tal fenômeno alija o homem de qualquer compreensão humana.
O homem, desde os primórdios dos tempos até a atualidade, esforça-se para tentar explicar a acepção da morte. De um modo geral, a produção científica tem ampliado seu universo de pesquisas frente as facetas do assunto, enfatizando através da transdisciplinaridade, o resultado da simbiose entre as ciências humanas, as ciências médicas e, recentemente, as ciências cognitivas.
Através das propostas teóricas e mesmo práticas, o objetivo do humano é a complacência da finitude do ser. Dessa maneira, a razão do homem, apesar de limitada, formula teorias capazes de proporcionar ao indivíduo uma qualidade de vida mais saudável neste universo em que os paradoxos imperam.
Os paradigmas convivem no cosmo naturalmente, para isso, faz-se necessário um equilíbrio mental ou espiritual, ou ambos, para que o indivíduo possa crer numa lei maior regente no universo, evitando a ruína de sua espécie.
Nas ciências médicas, hoje, independentemente do quadro econômico de cada país, o mundo dispõe a seu favor de tecnologia de ponta para descobrir as causas e efeitos das doenças responsáveis pela aflição da humanidade. As ciências cognitivas estão convictas de que as novas ciências da mente precisam ampliar seus horizontes, inserindo a experiência humana de todos os tempos. Além disso, a ciência, de novo, diferentemente de outras práticas humanas e instituições – encarna sua compreensão em artefatos tecnológicos. No caso das ciências cognitivas, esses artefatos são máquinas de pensar/agir cada vez mais sofisticadas, as quais têm o potencial de transformar a vida cotidiana talvez ainda mais que os livros do filósofo, as reflexões do cientista social, ou as análises terapêuticas do psiquiatra. (VARELA,2003:15).
As ciências humanas, têm produzido em larga escala, material de consistência no que tange pesquisa acadêmica e cultural em prol da humanidade. No entanto, todas incapazes de livrar o homem da morte.
E o que resta então para o ser humano diante da veracidade de sua impotência frente o fim?
Indubitavelmente, não é o fim. O fim está na desistência de continuar vivendo na mesma ambiência em que pairam o desconhecido, o medo, as dúvidas, as incertezas, a ausência de harmonia entre o ter e o ser.
Para conviver com a idéia de sua finitude, o homem precisa acreditar na complexidade de tudo que o rodeia no universo, ampliando sua capacidade de entendimento sobre o significado da tríade: “natureza, espécie e humanidade”.
Nessa linha de raciocínio, existem também as ligações essenciais dos paradoxos que aparentemente são opostos, mas ao serem examinados em suas raízes sob a luz da teoria do complexo, fatalmente, tornar-se-ão adequados ao homem quando tocado em seus recalques interiores e com o cosmo. São alguns:
· vida/morte; amor/ódio;
· sagrado/profano; certeza/incerteza;
· ordem/desordem; natureza/materialidade;
· determinismo/dogmatismo; crença/ceticismo;
· organização/desorganização; poético/prosaico...
.... e muitos outros.
A complexidade aponta para o elo entre a vida e a morte de maneira estreita, profunda, jamais imaginável no plano metafísico. A morte não é simples, ela mesma aponta para um processo vivido por etapas até que ela própria atinja o almejado fim, são eles:
Início do Morrer /Morte Clínica / Morte Fisiológica /Morte Aparente e Morte Real.
Mesmo assim, o ser humano pode optar em não por um ponto final na finitude. A própria morte ensina como continuar a vida, eis aí mais um paradoxo. Quando alguém morre, as atitudes práticas, burocráticas, financeiras e racionais são providenciadas pelos que “ainda” estão vivos. Destarte, torna-se impossível, para as pessoas presentes nesse habitat a recusa de uma reflexão sobre a sua própria morte.
E, considerando o ato de pensar profundamente sobre a morte, a nossa cultura oferece um leque ampliado de ponderações sobre o assunto. Alguns para se meditar:
“O pensamento da morte não corresponde à imagem da nossa própria morte: O problema da vida é passá-la o mais agradavelmente possível, visto que a morte não é nada para nós”. (MARANHÃO,1992:65/66).
“É desse ponto de vista que Epicuro examinou a morte, e assim tinha toda razão em dizer que “ a morte não nos concerne”; pois, disse ele que, quando somos, a morte não é, e quando a morte é, não somos mais.“ (SCHOPENHAUER,2003:28).
“Só podemos compreender a humanidade da morte compreendendo a especificidade do humano”. (MORIN,1997:24).
“A consciência realista da morte é traumática em sua própria essência, a consciência traumática da morte e realista da sua própria essência. Onde o traumatismo ainda não existe, onde o cadáver não está singularizado, a realidade física da morte ainda não está consciente”. (MORIN,1997:35).
“A consciência da morte não é algo inato, e sim produto de uma consciência que capta o real. É só “por experiência”, como diz Voltaire, que o homem sabe que há de morrer. A morte humana é um conhecimento do indivíduo.” (MORIN,1997:61).
Esses e muitos outros conjuntos de idéias movem o homem num sentido positivo diante do fenômeno da morte, proporcionando qualidade de vida para a parcela da humanidade adepta ao convite das diversificadas filosofias, cujo intuito é aproximar-se do mistério do “morrer” mesmo sabendo que é indecifrável.
Enfim, a morte, o morrer não deixa brechas para possíveis indagações, é uma experiência una, portanto, o homem só desvenda o segredo quando chegada a sua vez.
Mas, apesar de decisiva, a morte pode ser compreendida, sentida, chorada, de maneira sadia, eficaz,apreendendo do fato as melhores lições de vida e de amor das pessoas que fazem parte do mundo e do universo particular de cada um.

Por MARIA INÊS DE FREITAS CUSTÓDIO
Doutoranda do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP

Perdi um grande amigo vai fazer um mes e até hoje não sei o que pensar...

Este texto fala um pouco do que senti/sinto.Não é exatamente o que eu gostaria,mas ilustra na teoria minha dor.